Na Grécia Antiga, conheciam-se as festas de findeano, por dionisia. Também havia o Festival de Pã, aquele que com sua flautinha apavorava as ninfas virgens na floresta. Veio um Vetusto Senhor, para Ser Luz do Mundo, e matou (simbolicamente) Pã. Assim ouviram historiadores vários no ano zero da Era Cristã: O grande deus Pã está morto! Aprendi isso no fundamental curso de História da Civilização ministrado por Nicolau Sevcenko, em 1999. Minha vida acadêmica então se dividiu em a.N, d.N., assim como em 1993, houve a passagem de a.M para d.M (antes e depois de Medina).
Em homenagem a essa passagem na civilização greco-romana-judaico-cristã, toco quase na íntegra o ciclo das Gnossiennes (5 de 6) de Satie (em alusão ao Labirinto de Cnossos).
Arranho ainda as conhecidas 3 Gymnopedies, as danças dos pés descalços das Bacantes, muito bem aproveitadas pela mídia:
Gymno no 1 = Lux Luxo anos 80,
Gymno no2/3 = tema de Zé Maier numa novela, Senhora do Destino, salvo engano. Era época de aproximar Realidades e Ficções no Núcleo de Telenovela, com M.L.Motter. A professora conduzia seminários e leituras desde a filosofia da linguagem (Bakhtin e seus discípulos) à teoria da história oral (Ecléa Bosi tout compris) sem esquecer o judeu Halbwachs, fuzilado pelos nazistas, que nos deixou de testamento sua teoria de memória coletiva.
Bosi, Ecléa, foi outro momento marcante, de releituras e novas descobertas. Tudo história oral e cotidiano/cultura popular dita "folclore". Havia visto Paul Thompson na Graduação mas valeu conhecer o Jovem Marx, fresquinho de idéias fora da vulgata.
Gostei demais de Uma História da Antropologia Brasileira, com a linda sílfide Lilia Schwarcz. Lili discorre sobre os territórios de inquietudes possíveis na zona-de-fronteira antropologia-história. Fala com elegância sem par de Boas, G.Freyre, Sergio Buarque.
Durante os encontros, abolia na boa, até com piada de Daslu e Futebol, os preconceitos iniciais da degenerescência ou mistificação, chegando até a Invenção das Tradições de Eric Hobsbawn regadas por Roberto Schwarz.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário