terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Via Láctea

Date 181008, Log # 3: a partir do filme A Via Láctea

Nossa galáxia, leite derramado pela Madona renascentista na Sainsbury Wing,
braço de espiral num reino tão tão distante do Multiverso sideral,
nossa galáxia, em cuja periferia da periferia roda um Sol e seus nove planetas (ou seriam dez? ou oito? ou 35?),
e em torno desse Sol amarelo nessa periferia da perifeira da Galáxia Via Láctea
gira um planetinha, terceiro na linha de órbitas,
de atmosfera nitrogênio-oxigênio castigada por sulfitos nitritos monóxidos de carbono
e outros detritos,
planeta edênico onde "o inferno são os outros".
Que nada, o Paraíso é Aqui. E os Outros são a Face de Deus, assim como eu também.
Há tantos planetas que são só gases fétidos, frio e solidão...

Nesta galáxia, Via Láctea, Sistema Solar, Planeta Terra,
existe uma cosmópole muito estranha Paulicéia,
onde um homem chamado Heitor procura no outdoor a sua Beatriz,
veterinária que cuida de ovelhinhas perto da Pedra Grande
ao som da Primeira Gnossienne de Satie.

Este homem é tão louco, que pra ir da Santos ao Sumaré pega o carro, em vez do Metrô.
Ele roda roda roda roda e rodopeia no trânsito
como mariposa mórbida de Adoniran,
dando vorta em vorta das lâmpidas dos faróis pra se esquentar.
O final já se sabe, quem não viu o filme vá ver,
e depois me diga se não era perfeitamente previsível.

Nenhum comentário: