terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Rhea maiz

Eis o nome científico da irmã de Zea mays. Assim me chamo, Rhea como minha mãe cósmica (da cosmogonia greco-romana terráquea), maíz como se diz do milho em espanhol, corn, enfim, Zea mays para os botânicos. Do milho se faz açúcar e se quer fazer combustível num país chamado então a República dos Estados Unidos da América do Norte, governado por um certo cidadão de nome George W, isto no início do milênio três da era cristã, terráquea. Mas isto foi muito antes da Guerra dos Mundos e das Jornadas nas Estrelas e suas respectivas guerras imperialistas. Sim, porque é tudo questão de escala, passou a geopolítica do planisfério projeção de Peters para os mapas astrológicos mais recentes de cada época em questão.

Agora no século 23, as coisas vão bem mal no Planeta Terra. Por isso me refugiei aqui, na Biosfera II da Colônia de Água de Köln, fundada por antigos navegadores estelares portugueses. Suas mulheres fãs de água de colônia deram esse nome patético à colônia da água de Colônia, Alemanha. Este país, outrora Germânia, foi devastado por uma catástrofe glacial. Todos os lindos lagos viraram uma só camada desértica. Acabou-se a Floresta negra, ela é só cinzas. O mar do Norte avançou para o Sul. E o calor tornou-se insuportável na antiga Berlim, hoje Neoalexpotsdamerstadt. Cidade construída por arquitetos da linha neopósecléticontemporânea, seja lá que raios isto signifique. Só tenho a dizer que os pós-modernos Renzo Piano e I.M. Pei são belezas clássicas perto dessas bagunças kitsch que esses caras fazem hoje. Que saudade de Potsdamerplatz, faço minhas as palavras daquele certo velhinho no areal de um filme intitulado Der Himmel über Berlim, realizador W.Wenders.
Isto ainda no longínquo ano de 1985 d.C, como percebem
, uso as datações ocidentais clássicas do Planeta Terra. Força do hábito, não me acostumei com essas datas estelares malucas, que exigem uns reloginhos estranhos cheios de botões que não sei manipular. E essa conexão intergaláctica?! Pulsos ou nanosegundos-por ano luz, na dimensão espaço-temporal, como escolher?! Deixem-me em paz, vendilhões de serviços conectivos, com suas propostas indecorosas. Parecem aqueles garanhões das antigas, só que estes não querem me beijar, e sim sugar meu "cofrinho" de moedas virtuais, meu talão de créditos mensais.
Ora me deixem em paz, me deixem sonhar, me deixem sofrer de saudades do meu planetinha que um dia foi bom. Sim, aquilo era o Éden e não sabíamos. Humanos de plantão, peçamos desculpas à Nave Mãe Terra por tudo o de mal que conosco e conjuntamente, a ela, fizemos. Sim, hoje é dia de pedir perdão, e amanhã, dia de fazer a paz.
Escrito por Rhea em 14.03, ano sete, século XXIII, parâmetro Terra.
(Uma semana antes do Equinócio Solar).

3 comentários:

Alexandre Melo disse...

Ok, Rhea.

Recebemos sua mensagem aqui em Cosmolicéia, cidade aérea que fica sobre a antiga São Paulo, que deixou saudades após ser engolida pela massa criada da mistura de gazes poluentes.

Divulgaremos o pedido de desculpas via sistema interno de comunição.

Abraços,
Alexandre Melo ;)

PatPat disse...

Ge-ni-al!
Long Life and Peace,
Rhea

PatPat disse...

PS. à tchurma: por mim, todos aprovados. Pelo Mundo, o Futuro dirá. Bom Futuro a tod@s, espero revê-los em breve... nem q seja por aki!!!